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Sexta-Feira, 13 de março de 2026

Justiça

Ministro Gilmar leva suspensão da quebra de sigilo de Lulinha ao plenário do STF

Após pedido de destaque do ministro, caso que estava em análise em sessão virtual será levado à pauta presencial da Corte; ainda não há data para julgamento

Ministro Gilmar leva suspensão da quebra de sigilo de Lulinha ao plenário do STF

Ministro Gilmar Mendes em sessão plenária do STF (Imagem: Victor Piemonte/STF)

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu destaque do julgamento que analisa a decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu as quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS, entre elas a que atingia o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com isso, o caso que estava em análise em sessão virtual será levada ao plenário presencial da Corte em data ainda a ser agendada pelo presidente do Supremo, ministro Edson Fachin.

Antes do pedido de destaque, apenas Flávio Dino havia votado, defendendo o referendo de sua própria decisão.

O caso chegou ao STF por meio de um mandado de segurança apresentado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha. No processo, ela questiona a decisão da CPMI do INSS que determinou a quebra de seu sigilo bancário e fiscal. Ao analisar o pedido, Dino concedeu uma liminar suspendendo os efeitos da medida.

Em seguida, após diversos outros alvos da CPMI pedirem que os efeitos da decisão fossem estendidos a eles, Dino suspendeu todas as quebras de sigilo bancários e fiscais aprovadas em bloco, beneficiando Lulinha.

Na decisão, Dino afirmou que comissões parlamentares de inquérito não podem autorizar medidas invasivas sem análise individualizada de cada caso.

Em 26 de fevereiro, a CPMI votou de uma só vez 87 requerimentos de deputados e senadores, incluindo as quebras de sigilo de Roberta Luchsinger e de Lulinha. A base do governo contestou a medida, mas a deliberação da comissão foi mantida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Segundo o ministro, a votação não atendeu às exigências constitucionais de fundamentação para esse tipo de medida.

O ministro indicou que o colegiado do Congresso pode voltar a analisar pedidos de quebra de sigilo, desde que realize debate e votação individualizada das medidas.

 

*CNN/Brasil