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Quarta-Feira, 29 de abril de 2026

Política

Senado rejeita indicação de Messias ao STF em derrota histórica do governo Lula

Indicado de Lula atingiu 34 votos, placar inferior aos 41 votos necessários para ser conduzido à corte

Senado rejeita indicação de Messias ao STF em derrota histórica do governo Lula

Jorge Messias não conseguiu apoio de senadores para ir ao STF (Imagem: Jorge Silva/Reuters )

Após cinco meses de indefinição, o Senado decidiu rejeitar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messiasao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29), em uma derrota ao governo Lula. O veto é o primeiro em 132 anos. A última vez em que o Senado barrou a indicação de um ministro do Supremo foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.

A votação, secreta, terminou em um placar de 34 votos favoráveis e 42 contrários. Resultado inferior aos 41 votos necessários para a aprovação.

A decisão coloca fim a uma tradição do STF, que só rejeitou nomes ao STF no ano de 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto. À época, senadores rejeitaram cinco nomes à corte.

Sabatina e promessas que caíram

Antes de ir ao plenário, Messias foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), após oito horas de sabatina. O placar no colegiado foi de 16 votos a favor frente a 11 contrários.

A etapa foi voltada a posicionamentos e foi marcada por declarações de Messias a favor da própria trajetória, com destaque à vida evangélica e posição contra o aborto.

Messias também frisou defesa do aperfeiçoamento do STF, para que haja uma maior credibilidade da corte, e se colocou a favor de decisões coletivas.

“É uma instituição central do nosso arranjo democrático. Evidentemente precisamos falar do seu aperfeiçoamento. A credibilidade da Corte é um compromisso e uma necessidade, que precisamos pela importância de que o STF se mantenha aberto permanentemente ao aperfeiçoamento”, disse.

Em outra frente, o advogado-geral evitou indicar posições diretas a temas que estão na pauta do Supremo, como o julgamento ligado aos motoristas de aplicativo e o marco temporal das terras indígenas. Messias optou por não antecipar eventuais votos na corte, mas indicou compreensão aos temas.

No caso da anistia, Messias considerou que um eventual perdão a condenados do 8 de Janeiro seria uma decisão política, que compete ao Congresso, sem que seja necessário algum tipo de posicionamento pessoal.

 

*R7/Brasília