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Sábado, 28 de março de 2026

Justiça

Ministro Moraes nega 'livre acesso' dos filhos à casa de Bolsonaro durante prisão domiciliar

Ministro do STF manteve restrição de horários para visitas dos filhos que não moram na residência de Bolsonaro. Defesa havia pedido a flexibilização das condições impostas.

Ministro Moraes nega 'livre acesso' dos filhos à casa de Bolsonaro durante prisão domiciliar

Bolsonaro recebe alta e chega em casa para cumprir prisão domiciliar (Imagem: Adriano Machado/Reuters)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (28) um pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) de revisão de condições impostas e concessão de "livre acesso" dos filhos do ex-presidente à residência onde ele cumpre prisão domiciliar temporária.

Nesta sexta-feira, Bolsonaro deixou o Hospital DF Star em Brasília e seguiu para a casa, no Jardim Botânico, após decisão de Moraes que autorizou o regime domiciliar de cumprimento de pena por 90 dias, em razão das condições de saúde do ex-presidente.

 

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Antes de ir para casa, ele estava detido na Papudinha, na capital federal.

Moraes já havia autorizado visitas dos filhos do ex-presidente que não moram na casa em que Bolsonaro está preso em regime domiciliar. No entanto, as visitas devem seguir horários restritos de visitação, em conformidade com as regras de visitas em estabelecimentos prisionais. Essa restrição foi mantida pelo magistrado.

As visitas deles devem ocorrer às quartas-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h11h às 13h e 14h às 16h.

Os advogados do ex-presidente haviam pedido a Moraes a flexibilização dessas condições.

"A decisão [anterior de Moraes] estabelece tratamento diferenciado entre os filhos do custodiado (não residentes) e os demais familiares que possuem livre acesso à residência, ao prever, para aqueles, horários restritos de visitação", disse a defesa.

"A defesa submete à elevada consideração de Vossa Excelência a reavaliação da disciplina fixada, a fim de que seja também assegurado aos demais filhos do peticionário [Bolsonaro] o livre acesso à residência, ainda que não residentes, em condições compatíveis com as já estabelecidas, considerando a natureza da prisão domiciliar, que se desenvolve em ambiente familiar, sem prejuízo, evidentemente, das medidas de controle e segurança já impostas", solicitaram os advogados.
 

Ao negar o pedido da defesa, Moraes afirmou que a solicitação dos advogados "carece de qualquer viabilidade jurídica".

Atualmente, não moram na casa em que Bolsonaro está preso e têm autorização permanente para visitas os filhos Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é senador e pré-candidato à Presidência da República; Carlos Bolsonaro; e Jair Renan (PL), que é vereador em Balneário Camboriú (SC).

Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que mora nos Estados Unidos e é alvo de processo judicial no Brasil, não tem autorização para visita.

Flávio Bolsonaro já foi listado com um dos oito advogados do ex-presidente, o que permite a ele ter maior acesso ao pai.

8 seguranças e motoristas

Após determinação de Moraes, a defesa de Bolsonaro também informou a lista de pessoas que trabalham na casa do ex-presidente e, neste sábado, especificou a função delas.

De acordo com documento encaminhado ao STF, são 8 motoristas e seguranças (pessoais e da residência).

Além disso, a casa recebe os serviços de duas empregadas domésticas, uma manicure e um piscineiro.

Médicos e fisioterapeuta

 

Os advogados também comunicaram os quatro integrantes da equipe médica que prestará assistência a Bolsonaro na prisão domiciliar:

  1. Brasil Caiado (cardiologista)
  2. Cláudio Birolini (cirurgião)
  3. Leandro Echenique (cardiologista)
  4. Kleber Antônio Caiado de Freitas (fisioterapeuta)
 

lista dos enfermeiros e técnicos de enfermagem que vão acompanhar Bolsonaro ainda está em definição, segundo a defesa. A relação será informada nos próximos dias.

*TV Globo e g1 — Brasília