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Justiça

'Não serei juíza de um mundo caduco', diz Cármen Lúcia sobre IA em eleições

'Não serei juíza de um mundo caduco', diz Cármen Lúcia sobre IA em eleições

(Imagem: Fred Magno/O Tempo/Estadão Conteúdo)

"Estamos trabalhando no mundo de hoje. Então, o que posso lhe dizer, à maneira de [Carlos] Drummond, que disse: 'Não serei o poeta de um mundo caduco', é que também eu não serei juíza de um mundo caduco". A fala é da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Foi ela a responsável pela aprovação de 12 resoluções nesta terça-feira (27), no TSE, que não só brecam o uso de inteligência artificial nas eleições, como marcam uma iniciativa de regulamentação das redes na disputa eleitoral.

"Trabalhei com afinco esses últimos quatro meses para isso", afirmou a ministra.
 

"A Constituição do Brasil garante a democracia e, expressamente, com a realização de eleições com lisura, segurança e transparência. Mudam-se os modos [novas tecnologias], garantem-se os princípios da democracia", completou.

As normas aprovadas ontem garantem, por exemplo, que as campanhas são obrigadas a sinalizar claramente ao eleitor o uso de inteligência artificial em suas peças e que é vedada a manipulação de falas que jamais foram ditas.

Mais: diante da inércia do Congresso Nacional, o TSE decidiu que os provedores e redes sociais são "solidariamente responsáveis civil e administrativamente" quando não removerem imediatamente conteúdos e conta que sabidamente atuem e preguem contra o Estado de Direito ou promovam grave ameaça e discurso de ódio.

*G1/Blog da Daniela Lima