Quarta-Feira, 25 de fevereiro de 2026
Quarta-Feira, 25 de fevereiro de 2026
Colegiado também determinou oitivas de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e de outros ex-diretores e empresários ligados à instituição financeira.
A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) requerimentos para convocar os irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, José Carlos Dias Toffoli Cônego e José Eugênio Dias Toffoli.
A comissão também aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da empresa Maridt Participações e da empresa Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
Toffoli e os irmãos são sócios da empresa Maridt Participações. A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e começou a vender sua participação no empreendimento em 2021.
O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, afirmou que os depoimentos foram solicitados com base em indícios de conexão entre os três e a Reag Trust, por meio de participações no resort em Ribeirão Claro (PR) (entenda mais abaixo).
O colegiado também determinou oitivas de Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e de outros diretores ligados à instituição financeira. Além de convites para ouvir os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci, esposa de Moraes.
O colegiado aprovou requerimentos para convocar:
Em relação às convocações dos irmãos do ministro Toffoli e do empresário Mario Degani, o relator da CPI do Crime Organizado afirmou que os depoimentos foram solicitados com base em indícios de conexão entre os três e a Reag Trust, por meio de participações no resort Tayayá, na cidade de Ribeirão Claro (PR).
"A intermediação de negócios envolvendo o Arleen, administrado pela CBSF (antiga Reag Trust), traz o tema para o centro do escopo da CPI. A Reag foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apurou relações de lavagem de dinheiro com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC)", diz Alessandro Vieira.
"Ainda, segundo as notícias, o fundo Arleen tinha como único cotista o cunhado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master", prosseguiu no requerimento.
O parlamentar cita ainda a "existência de um cassino com mesas de blackjack e apostas em dinheiro no resort", o que pode configurar a prática de contravenção penal.
Toffoli era relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), e tomou medidas no inquérito que são questionadas nos mundos político e jurídico. Em 12 de fevereiro, ele deixou a relatoria, que atualmente está sob responsabilidade do ministro André Mendonça.
Estava prevista para esta quarta-feira (25) uma oitiva do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.
O ex-parlamentar foi preso em setembro do ano passado após ser acusado de ter ligações com o Comando Vermelho. Após a prisão dele, o desembargador Macário Ramos Júdice Neto também foi detido, suspeito de ter vazado o mandado que ele mesmo expediu contra o ex-parlamentar.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a oitiva não vai acontecer porque o Supremo Tribunal Federal (STF) não deu aval em tempo hábil para o deslocamento do detido.
"A CPI oficiou ao ministro desse caso, Alexandre de Moraes, e ainda não obtivemos resposta. Por esta razão não teremos a parte da oitiva do senhor Thiego".