Quarta-Feira, 25 de fevereiro de 2026
Quarta-Feira, 25 de fevereiro de 2026
A aprovação do projeto de lei conhecido como “PL Antifacção” pela Câmara dos Deputados representa um passo importante no enfrentamento ao crime organizado no país. O deputado federal Marx Beltrão (PL) votou favoravelmente em plenário e defendeu a proposta como instrumento necessário para conter o avanço das facções criminosas no Brasil.
“O Brasil não aguenta mais conviver com facções criminosas dominando territórios e afrontando o Estado. O crime organizado está saindo do controle em vários estados, inclusive em Alagoas. Precisamos reagir com firmeza”, afirmou Marx nesta quarta-feira (25), ao defender em plenário o endurecimento das regras contra organizações criminosas.
O parlamentar destacou que o projeto endurece penas, amplia instrumentos de combate e reforça a atuação do Estado contra organizações criminosas. Para ele, trata-se de uma resposta necessária diante do crescimento das facções em todo o território nacional. “Não é uma pauta ideológica. É uma pauta de proteção à sociedade. Ou o Estado se impõe, ou o crime se consolida”, pontuou.
Marx Beltrão ressaltou que mesmo estados menores, como Alagoas — o segundo menor do país em extensão territorial —, enfrentam a expansão dessas organizações. “O crime organizado não escolhe tamanho de estado. Ele avança onde encontra brechas. E é nosso dever fechar essas brechas com leis duras e ação firme.”
Apesar de ter votado a favor da matéria, o deputado lamentou a retirada da proposta que previa a taxação das empresas de apostas esportivas (bets) para criação de um fundo de combate à violência. “As bets movimentam bilhões no Brasil. É justo que parte desse lucro seja revertida para ajudar a financiar o enfrentamento ao crime organizado. Essa contribuição seria muito bem-vinda”, criticou.
Outro ponto que Marx afirmou não concordar foi a manutenção do direito de voto para integrantes de facções criminosas presos. Ele defende que membros dessas organizações não deveriam participar do processo eleitoral. “Quem integra facção criminosa e ataca o Estado não deveria ter o direito de escolher os representantes do povo. Essa é uma discussão que precisamos enfrentar com coragem.”
Mesmo com essas divergências, o parlamentar reforçou que a aprovação do projeto é necessária neste momento. “O combate ao crime organizado exige ação imediata. Se for preciso avançar mais, vamos avançar. O que não podemos é permitir que as facções continuem impondo medo à população brasileira.”
*Assessoria