Quarta-Feira, 04 de março de 2026
Quarta-Feira, 04 de março de 2026
Propostas para mudança estatutária foram discutidas em assembleia no Parque São Jorge
A transformação do Corinthians em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) já foi tabu no Parque São Jorge, mas não é mais. O debate sobre a transformação do clube associativo em uma estrutura empresarial vem ganhando corpo nos últimos meses e teve um importante capítulo na noite de segunda-feira.
Em assembleia pública no teatro do Parque São Jorge, conselheiros, sócios e torcedores organizados e comuns se reuniram para tratar de possíveis modelos de SAF e como aprimorar a governança do clube.
Foram tratadas questões legais, tributárias e administrativas relativas ao modelo de clube-empresa. O encontro fez parte de uma série de reuniões que serão realizadas até fevereiro do ano que vem para tratar de mudanças no estatuto do clube - a previsão é de que a reforma estatutária no Corinthians seja votada por conselheiros e sócios no primeiro semestre de 2026.
Um dos modelos apresentados e debatidos foi o "SAFiel", que prevê participação dos torcedores como acionistas. Neste projeto, a SAF corintiana ficaria com todas as propriedades de futebol masculino, feminino e categorias de base. Elas seriam separadas do clube social e migradas para uma nova empresa, chamada Invasão Fiel S/A.
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Parque São Jorge, sede do Corinthians — Foto: Bruno Cassucci
Esta empresa seria uma holding com ações disponíveis para compra no mercado. Haveria duas classes de ações: uma destinada a torcedores investidores, obrigatoriamente sócios ou membros do programa Fiel Torcedor, com direito a voto na administração da SAF, e outra voltada a investidores institucionais não torcedores, sem direito a voto.
Os idealizadores da SAFiel estimam que seria possível captar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 2,7 bilhões.
Durante a assembleia, conselheiros do Corinthians se manifestaram contra essa proposta e apresentaram pontos que consideram ruins.
Também foi debatido um projeto proposto pela chapa União dos Vitalícios, na qual seria constituída uma empresa, mas com 51% das ações pertencentes ao Corinthians, que teria o controle político. Neste modelo, a sociedade empresarial administraria o futebol, sob fiscalização do Conselho Deliberativo do clube.
Também estiveram na pauta uma sugestão do Coletivo Democracia Corinthiana e do grupo Família Corinthians.
Existe a possibilidade de um grupo de estudo ser criado para debater exclusivamente a migração para o modelo de SAF, de modo a embasar ainda mais o projeto de reforma estatutária.
Confira o cronograma das audiências públicas no Corinthians: