Quinta-Feira, 15 de janeiro de 2026
Quinta-Feira, 15 de janeiro de 2026
País e EUA enfrentam uma nova escalada de tensões após o governo norte-americano sugerir a possibilidade de um ataque ao país do Oriente Médio.
EUA preparam bases militares no Oriente Médio para possível ataque contra o Irã (Imagem: TV Globo/ Reprodução)
O Conselho de Segurança da ONU vai se reunir nesta quinta-feira (15) para tratar da situação do Irã, diante do aumento de tensões do país com os Estados Unidos. A informação é da agência de notícias France-Presse.
Segundo o veículo, a nota de agendamento indicava que a reunião foi solicitada pelos EUA
Teerã e Washington enfrentam uma nova escalada de tensões após o governo norte-americano sugerir a possibilidade de um ataque ao país do Oriente Médio. A ameaça ocorre em meio à onda de manifestações que se espalha pelo Irã. Teerã afirmou que irá retaliar qualquer ofensiva militar.
Desde 28 de dezembro, milhares de pessoas marcham nas principais cidades iranianas contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Os protestos começaram diante da insatisfação popular com a situação econômica do país.
Nos últimos dias, o presidente Donald Trump tem sinalizado que os Estados Unidos podem interferir nos protestos.
Na terça-feira (13), em tom de ameaça, Trump disse que poderia adotar “medidas muito duras” caso o Irã começasse a executar manifestantes. A declaração ocorreu após uma ONG denunciar que um jovem de 26 anos detido nos protestos seria enforcado. Depois da fala do presidente, a organização afirmou que a execução foi adiada.
Na quarta-feira (14), a agência Reuters informou que os Estados Unidos começaram a retirar parte dos funcionários de bases militares estratégicas no Oriente Médio como medida de precaução.
“Todos os sinais indicam que um ataque dos EUA é iminente, mas esse é o comportamento desta administração para manter todos em alerta. A imprevisibilidade faz parte da estratégia”, disse um militar à Reuters.
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Presidente dos EUA, Donald Trump. — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters
Ainda na terça-feira, o governo dos EUA emitiu um alerta determinando que todos os cidadãos americanos deixassem o Irã imediatamente. Canadá, França e Polônia adotaram medidas semelhantes.
O Reino Unido fechou temporariamente a embaixada em Teerã e pediu que cidadãos britânicos evitassem viajar também para Israel.
Na madrugada de quarta-feira, pelo horário local, uma aeronave não tripulada da Marinha dos EUA apareceu nos radares do site FlightRadar24 sobrevoando uma área próxima à costa iraniana.
Quase 24 horas depois, o Irã fechou o espaço aéreo para voos internacionais, com exceção daqueles com origem ou destino a Teerã. Mais cedo, autoridades da Alemanha emitiram uma diretriz alertando companhias aéreas do país a evitar o espaço aéreo iraniano.
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Foto de arquivo: Nesta foto divulgada por um site oficial do gabinete do líder supremo do Irã, o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, discursa durante uma cerimônia que marca o feriado xiita do Eid al-Ghadir, em Teerã, no Irã, em 25 de junho de 2024. — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã
Segundo a Reuters, o Irã tem pedido a países da região que tentem impedir um ataque dos EUA. Uma autoridade iraniana, sob condição de anonimato, disse que aliados foram contatados para auxiliar nas negociações.
O jornal The Wall Street Journal afirmou que rivais do Irã no Oriente Médio também pressionam a Casa Branca para evitar uma ofensiva. A avaliação é que um bombardeio poderia afetar o preço do petróleo e provocar instabilidade regional.
Oficialmente, o Irã declarou que irá retaliar qualquer ataque dos Estados Unidos e prometeu atingir bases americanas e de Israel na região.
“Teerã informou países da região, da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos à Turquia, que bases americanas nesses países serão atacadas”, disse um oficial iraniano à Reuters.
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Onda de protestos no Irã — Foto: Bruna Azevedo/Editoria de Arte g1
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