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Segunda-Feira, 14 de outubro de 2019 | TEMPO: PARCIALMENTE NUBLADO

Economia

Preços do petróleo registra queda após alta de quase 15% na 2ª feira; entenda

Preços do petróleo registra queda após alta de quase 15% na 2ª feira; entenda

7928662_x720 (Imagem: Reprodução)

Os preços do petróleo registravam queda nesta terça-feira (17), após a disparada na segunda-feira em consequência dos ataques contra instalações na Arábia Saudita que provocaram o temor de redução da oferta global da principal fonte de combustível do planeta escassez e de uma escalada militar com o Irã.

Por volta das 15h20 (horário de Brasília), o petróleo Brent recuava 5,65%, a US$ 65,12 por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos caía 5,02%, a US$ 59,74 por barril, segundo a Bloomberg.

A queda na cotação, que vinha lenta pela manhã, ganhou força após uma fonte graduada da Arábia Saudita ter dito à Reuters que a produção do país poderá voltar totalmente à normalidade dentro de semanas, mais rápido do que inicialmente esperado após ataques no final de semana sobre instalações do país, que cortaram pela metade o bombeamento do reino.

A produção poderá ser totalmente restabelecida dentro de duas ou três semanas, e o reino está perto de recuperar 70% da capacidade 5,7 milhões de barris por dia perdida após os ataques, disse a fonte saudita.

Na segunda-feira, a cotação do Brent, referência no mercado mundial, disparou 14,6%, o aumento mais expressivo desde a criação deste tipo de contrato, em 1988. O barril de WTI, referência de petróleo no mercado de Nova York, subiu 14,7% na segunda-feira, maior aumento em uma sessão desde dezembro de 2008. O petróleo chegou a subir 20% durante a sessão.

 
 

Os ataques de drones no sábado (14) provocaram incêndios na unidade saudita de Abqaiq, a maior do mundo dedicada ao processamento de petróleo, e na instalação de Khurais, provocando a redução da produção da petroleira em cerca de 5,7 milhões de barris por dia, o que representa mais de 5% do suprimento global de petróleo.

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Além do aumento dos preços, os ataques provocaram o temor de uma escalada militar entre Estados Unidos e Irã, acusado por Washington e Riad de responsabilidade pelas ações.

 

As autoridades sauditas ainda não divulgaram um cronograma específico para a retomada da produção total do país, que é o maior exportador de petróleo do mundo e, geralmente, o fornecedor de última instância.

 

O ministro da energia saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, realizará uma entrevista coletiva nesta tarde. "Todos os olhares estarão voltados para a coletiva de imprensa saudita", disse Samuel Ciszuk, sócio fundador da ELS Analysis, de Estocolmo.

"Precisamos de uma avaliação adequada dos danos, e então precisamos ver um plano de recuperação. Antes disso, não sabemos realmente quanto petróleo ficará fora (do mercado) e por quanto tempo, e essa é a pergunta básica que as pessoas têm feito desde sábado".

Petrobras vai segurar preço dos combustíveis

Em nota divulgada da noite de segunda-feira (16), a Petrobras informou que está acompanhando a variação dos preços nos mercados internacionais e que não irá fazer reajustes "de forma imediata" no diesel ou na gasolina.

 

"Reconhecendo que o mercado de preços de Petróleo apresenta volatilidade e que a reação súbita dos preços ao evento ocorrido pode ser atenuada na medida em que maiores esclarecimentos sobre o impacto na produção mundial sejam conhecidos, a Petrobras decidiu por acompanhar a variação do mercado nos próximos dias e não fazer um ajuste de forma imediata", informou a estatal.

 

Para analistas, a disparada dos preços do petróleo será um "teste" para a política de preços da Petrobras para o diesel e a gasolina. A estatal leva em conta os preços internacionais do petróleo e a variação cambial para definir os preços nas refinarias, embora a companhia não trabalhe mais com uma periodicidade definida para os reajustes.

No ano passado, ainda sob a gestão do presidente Michel Temer, o governo pressionou a Petrobras a mudar sua política de preços para os combustíveis em resposta a uma greve de caminhoneiros, o que levou o então presidente da empresa, Pedro Parente, a deixar o cargo.

*G1

 

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