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Terça-Feira, 09 de agosto de 2022

Eleições

'Diálogo sim, interferência jamais', diz ministro Fachin sobre eleição

'Diálogo sim, interferência jamais', diz ministro Fachin sobre eleição

(Imagem: Antonio Augusto/TSE)

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Edson Fachin, disse que “o menoscabo ao avanço civilizatório” proporcionado pelo sistema eletrônico de votação é um “projeto de matriz negacionista”. O magistrado afirmou que a Justiça Eleitoral não aceita imposições “de qualquer ordem ou de qualquer autoridade”. Segundo ele, “diálogo sim, interferência jamais”.

Fachin participou nesta 6ª feira (5.ago.2022) do seminário “Eleições Gerais 2022, Democracia e Transparência”, organizado pelo TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia).

Esse tipo de estupefação com a engenhosidade e a competência de nossa Justiça Eleitoral é a rigor um triste resquício colonial, uma ressonância de atraso, vocalizada por quem não enxerga em nosso país a capacidade de propor as melhores soluções para os próprios problemas”, declarou. “A democracia é inegociável e o negacionismo eleitoral que se volta contra ela é a rigor uma vanguarda, mas uma vanguarda do atraso.

O magistrado defendeu a urna eletrônica. Disse que o sistema eletrônico de votação representa “um basta” a abusos e fraudes verificadas no passado, como o chamado voto de cabresto e a distribuição de cédulas pré-preenchidas a eleitores.

Quem, sem provas, ataque esse sistema, está a atacar a democracia”, disse Fachin. “Por isso, a própria sociedade brasileira ergueu-se em favor da Justiça Eleitoral”, continuou. “Dezenas e dezenas de manifestações de confiança e de apoio ao trabalho irrepreensível dessa Justiça especializada se verificaram espontaneamente em todo o país.”

O ministro declarou que o resultado das eleições de outubro indicarão a “opção soberana do povo brasileiro”.

Segundo ele, é preciso estar atento a 5 alicerces:

  • sociedade civil mobilizada para a defesa da democracia;
  • comunicação social e estreito relacionamento com mídia livre e investigativa;
  • Congresso altivo e que defenda a democracia;
  • diálogo com todas as forças de segurança, “cujo fim primordial é defender a democracia”;
  • Poder Judiciário coeso, em especial os TREs.

Chega de retórica de ataques”, disse. “Precisamos de paz, harmonia e entendimento. É assim que a democracia irá às urnas para reafirmar-se vigorosamente em outubro de 2022”, falou. Segundo Fachin, “há um último horizonte de desafio”: o enfrentamento a desinformação.

O ministro disse ser preciso “manter-se dentro da Constituição” e “manter o povo livre, alheio à dominação de líderes que são pródigos em apagar memórias e usar a força para usurpar do poder e negar a soberania da cidadania”.

o Poder360