Aguarde. Carregando informações.
Entretenimento

Simone faz sucesso em documentário e com lives, mas confessa: 'Não sabia nem usar WhatsApp'

Simone faz sucesso em documentário e com lives, mas confessa: 'Não sabia nem usar WhatsApp'

(Imagem: Rodrigo Marques/Divulgação)

Nova "rainha das lives", a cantora Simone, de 70 anos, também não escapou dos processos de adaptação durante a quarentena imposta pela pandemia. A artista, que tem quase 100 mil seguidores no Instagram, não tinha muita intimidade com a internet antes de se ver obrigada a mergulhar no mundo virtual. "Eu não sabia nem usar WhatsApp", conta ela, que se tornou presença nada rara na rede social para se conectar com seu público. Suas lives semanais acontecem sempre aos domingos, às 18 horas, no Instagram.

Mas não é só nas redes sociais que a eterna "Cigarra" está dando expediente. Ela também pode ser vista no filme Mulheres à Cesta, de Hellen Suque e Silvia Spolidoro, em cartaz no site oficial do documentário e com ingressos a R$ 25. No longa, adaptado do livro homônimo de Claudia Guedes, a cantora lembra seu passado como jogadora de basquete, que foi interrompido por causa de uma lesão no tornozelo. "Eu era boa, cheguei a ser convocada pela seleção brasileira", recorda.

Simone completou 70 anos em dezembro do ano passado (Foto: Rodrigo Marques/Divulgação)

Simone completou 70 anos em dezembro do ano passado (Foto: Rodrigo Marques/Divulgação)

Em entrevista a Quem, Simone fala sobre o esporte que ama até hoje e conta como está encarando a pandemia do coronavírus. Leia, abaixo, a entrevista completa:

Que desafios e preconceitos você sofreu na época do basquete?
O basquete feminino fez uma história linda, de conquistas, medalhas, todas jogadoras foram e são guerreiras, lutando até hoje pela igualdade no esporte.

Ainda frequenta as quadras? Você se considerava uma boa jogadora?
Sim, fui convocada para a seleção brasileira. Hoje, eu "brinco", jogo basquete na piscina quando posso.

O que sente ao ver as meninas hoje crescendo tão empoderadas e sabendo que elas podem ser o que quiser?
Eu me sinto empoderada também, mas ainda vivemos em um mundo de muito preconceito. A luta continua.

Como está sua relação com as redes sociais, agora que ingressou no universo das lives?
Todo artista tem que ir aonde o povo está. Eu não sabia nem usar WhatsApp (risos). Tive que me adaptar, aprender rápido tudo. Mas sentia que precisava estar junto com meu público, me conectar de algum jeito nesse momento tão difícil para todos nós.

Como tem sido quarentenar para você no dia a dia?
Estou na minha casa, trabalhando, revistando meu repertório, preparando as lives e cuidando de casa. Sempre fui de curtir a casa.

Simone nos bastidores do filme Mulheres à Cesta (Foto: Acervo pessoal)

Simone nos bastidores do filme Mulheres à Cesta (Foto: Acervo pessoal)

Tem medo de pegar Covid? O que mais a preocupa?
Lógico. A preocupação é diária e com aqueles que estão longe, minha família e amigos.

Surgiram novos hábitos nesse período de isolamento?
Não foi nada fácil me adaptar aos procedimentos de higienização.

Você é elogiadíssima pela sua forma física, pela sua pele. O que faz para se manter tão bem? Qual é o segredo?
Ultimamente só faço alongamento, mas gosto de andar de bicicleta e caminhar na praia, também jogo basquete na piscina. Sempre fui disciplinada com alimentação, gosto de comida simples. E também amo sol. Como já disse, fazer as lives são gols para minha alma.

Qual foi o pior momento que viveu durante a pandemia?
As reflexões são diárias... Medo, incertezas, mas tem que brotar algo bom. Fato é que não vamos fazer um mundo bom sem o humano bom. As coisas boas também têm o poder de se espalhar.

Como enxerga o futuro da cultura no Brasil diante de tudo que estamos vivendo?
Só a educação pode salvar o Brasil.

Simone mora na Zona Sul do Rio de Janeiro (Foto: Rodrigo Marques/Divulgação)Simone mora na Zona Sul do Rio de Janeiro (Foto: Rodrigo Marques/Divulgação)

*Quem