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Quinta-Feira, 21 de outubro de 2021

Esportes

Mais ofensivo, maduro e confiante: Gerson analisa nova vida no Olympique de Marselha

Mais ofensivo, maduro e confiante: Gerson analisa nova vida no Olympique de Marselha

(Imagem: Jonathan Bartolozzi/Olympique de Marseille via Getty Images)

Há três meses, Gerson desembarcou na França para uma nova etapa no futebol europeu. Um novo Gerson, se comparado com aquele que teve a primeira chance no Velho Continente, cinco anos atrás. Ele mesmo reconhece. Em entrevista ao ge, o meio-campista do Olympique de Marselha analisou seu começo na nova equipe, as mudanças no seu estilo, os novos desafios, e admitiu: está muito mais preparado.

– Encaro esse meu retorno como a possibilidade de seguir jogando no alto nível que consegui no Flamengo. Chego ao Marselha com 24 anos, muito mais maduro e com muito mais bagagem na carreira.

“Títulos conquistados, prêmios individuais... Bem diferente daquele “moleque” que deixou o Fluminense e foi para a Roma”.

Em 2016, Gerson era só uma promessa quando foi para a Roma, aos 19 anos. Foram duas temporadas na capital italiana, com 42 jogos, dois gols e duas assistências e poucas chances. Em 2018, ele foi emprestado à Fiorentina e teve uma sequência maior. Foram 40 partidas, três gols e três assistências em um ano. Mas o ex-Flamengo quer ser protagonista agora.

Gerson fez sete jogos com a camisa do Marselha. Tem um gol e uma assistência, e Sampaoli quer mais. Quer que ele avance e atue mais no campo de ataque. Mas enquanto se adapta à nova realidade na França, o meio-campista torce pela ex-equipe. Ele diz que acredita na conquista da Tríplice Coroa pelo Flamengo, com Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil.

– Não só acho possível como estarei torcendo pelos meus antigos companheiros e pelo clube que sempre foi o meu do coração. O Flamengo vai comendo pelas beiradas, devagarinho, igual foi em 2020. Time está bem nas três frentes e sem dúvida tem a possibilidade – disse ao ge, em declarações enviadas por sua assessoria de imprensa.

Convocado mais uma vez por Tite para a Seleção, Gerson admitiu a frustração por não ter sido liberado para a Olimpíada. Ele também comentou sobre o comando de Jorge Sampaoli, as chances do Olympique de Marselha na França e os planos da carreira. Confira:

Com mais de dois meses no Olympique de Marselha, o que você mais vê de diferente no seu desempenho tático em campo em relação ao que fazia no Flamengo?

"Tenho funções táticas diferentes e o modelo tático também é uma novidade. Jogo em uma posição, que não é nova para mim, mas é distinta daquela que exercia no Flamengo. Em algumas partidas aqui já fiz a função de segundo volante, mas tenho atuado um pouco mais à frente"

– Com mais funções ofensivas. Joguei assim por um longo período, então não é novidade. É questão de encaixe e ajuste. Me sinto cada dia mais à vontade, mesmo sabendo que ainda tenho muita margem para crescer.

Gerson, sobre Jorge Sampaoli: "Aquela figura dele em campo, é o que move e é um reflexo do que ele é no dia a dia" — Foto: Sylvain THOMAS / AFP

Gerson, sobre Jorge Sampaoli: "Aquela figura dele em campo, é o que move e é um reflexo do que ele é no dia a dia" — Foto: Sylvain THOMAS / AFP

A gente pode esperar um Gerson mais ofensivo com Jorge Sampaoli?
– É um dos pedidos dele, sim. Que eu pise mais na área e participe bastantes das ações ofensivas da equipe. É uma função que exige que você seja bastante letal quando tenha bola. Seja clareando a jogada, dando assistência ou fazendo gol. Estou com um bom entendimento do modelo de jogo do Sampaoli e tenho uma certeza: em todo esse processo sairei um jogador ainda mais completo.

Quais suas impressões do Sampaoli até aqui? Ele é mais exigente que a média dos treinadores?
– Não digo que seja mais ou menos. É um treinador que cobra muito no dia a dia. Aquela figura dele em campo, é o que move e é um reflexo do que ele é no dia a dia. É um apaixonado por futebol e por vencer. Sabe muito de futebol e consegue, junto com toda sua comissão técnica, nos passar com clareza o que quer de nós em campo.

Além dos brasileiros, com quem você mais interage no elenco do Olympique de Marselha?
– Aqui já temos a “panela” brasileira entre eu, Luan Peres e Luis Henrique. O Balerdi é outro que tenho excelente relacionamento. É um grupo bastante unido e que pensa no coletivo.

Como foi a experiência naquele jogo maluco com o Nice? Você achou que seria agredido?
– Desde o primeiro minuto enfrentamos um clima bastante hostil. Sempre que íamos bater escanteios, cobrar laterais, voavam copos e vários outros objetos em cima da gente. Toda a confusão é de se lamentar pois acabou prejudicando o espetáculo. Sem dúvida nós ficamos expostos ao pior.

Com um time tão galáctico como o PSG na disputa, até onde o Marselha pode sonhar?
– Nós queremos brigar na parte de cima da tabela. Acredito que o investimento feito pelo clube aponta isso. Sabemos da dificuldade da competição e dos grandes concorrentes que teremos pela frente. Estamos evoluindo bem no dia a dia e confiantes de que poderemos alcançar nossos objetivos na temporada. Temos muita qualidade e um elenco farto de opções, além de um trabalho qualificado da comissão técnica.

Como você encarou o anúncio de Messi no PSG?
– Um reforço que traz ainda mais visibilidade a Ligue 1. É um jogador acima da média e que vai agregar muito ao Campeonato.

Gerson é contido por companheiros do Olympique de Marselha diante de torcedores do Nice que invadem o gramado — Foto: Valery HACHE / AFP

Gerson é contido por companheiros do Olympique de Marselha diante de torcedores do Nice que invadem o gramado — Foto: Valery HACHE / AFP

Você encara sua ida para o Marselha como uma chance de provar que pode ser protagonista jogando em alto nível na Europa?
– Encaro esse meu retorno como a possibilidade de seguir jogando no alto nível que consegui no Flamengo. Chego ao Marselha com 24 anos, muito mais maduro e com muito mais bagagem na carreira. Títulos conquistados, prêmios individuais... Bem diferente daquele “moleque” que deixou o Fluminense e foi para a Roma. O clube, as ambições e o elenco montado aqui, irão me possibilitar também seguir em alto nível. Esse é o meu objetivo.

Quem, ou o que foi essencial nos últimos anos para que você voltasse a jogar em uma grande liga da Europa e ser convocado para a seleção?
– Acredito que aquilo que fiz nos últimos dois anos e meio e as pessoas que me possibilitaram jogar em alto nível. Claro, sem esquecer o Flamengo e o Olympique. Destaco o meu crescimento pessoal, como ser humano, como ponto muito importante também.

"Desde que saí da Itália, sou um jogador e ser humano evoluídos. Essa evolução que me deu base para crescer. Sou muito grato por toda a história que construí no Flamengo".

– Jogar no meu time do coração e conquistar tudo que conquistei sempre terá uma página especial na minha vida. E não posso deixar de agradecer o carinho do Olympique desde o primeiro dia de negociações e na recepção.

Como foi ter ficado fora da Olimpíada?

" Era um sonho meu disputar as Olimpíadas. Desde que jogava na Fiorentina já dava entrevistas falando sobre esse desejo. Gostaria, sim, de ter disputado, mas situações que fogem do meu controle não deixaram que acontecesse. Fiquei muito feliz pela conquista".

Gerson estreou na seleção principal nos jogos do início de setembro e foi chamado novamente — Foto: Ricardo Nogueira/CBF

Gerson estreou na seleção principal nos jogos do início de setembro e foi chamado novamente — Foto: Ricardo Nogueira/CBF

Você tem acompanhado o Flamengo? Acha possível uma Tríplice Coroa?
– Não só acho possível como estarei torcendo pelos meus antigos companheiros e pelo clube que sempre foi o meu do coração. O Flamengo vai comendo pelas beiradas, devagarinho, igual foi em 2020. Time está bem nas três frentes e sem dúvida tem a possibilidade.

Qual sua principal meta a curto prazo?

"Conquistar títulos com o Olympique de Marselha, me firmar na Seleção Brasileira e jogar uma Copa do Mundo. Esses são os três objetivos que me movem, hoje, como atleta"

E a longo prazo?
– Ser conhecido como um atleta extremamente vencedor. Escrevi meu nome na história do Flamengo e agora quero escrever no Olympique. Quero ter títulos na carreira. Coletivos em primeiro lugar e, em segundo plano, os títulos individuais.

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*GE